34. No final do estreito de Drake, com o mar mais calmo
Passámos uma noite melhor do que a anterior. Deslizei menos no chão, e não preciso dormir agarrado ao armário, o que já é um grande avanço. O dia foi igual aos anteriores. Deixar passar o tempo, tentar trabalhar, dormir, esperar. Depois do almoço, quando estávamos no exterior tivemos o momento alto da travessia. Dois cetáceos do tamanho de orcas saltaram ao lado do navio durante breves segundos. Foi incrível, vê-los a saltar a cerca de 50m de nós, no meio de ondas de 5 ou 6 metros. Tivemos sorte!
Acabam de me dizer que temos terra-à-vista. Vou subir à ponte para ver. Amanhã, cruzamos os canais da Terra do Fogo.
0h26: Foram-se as ondas. O mar está calmo, e aproximamo-nos da Terra do Fogo. Está um luar fantástico e um céu estrelado. O dia de amanhã promete bom tempo. Ao longe, vêem-se os contornos da Ilha dos Estados (Argentina) e um farol brilha ao longe. No camarote 11 a bióloga italiana Cristina Gambi toca viola e canta uma balada. Quase sem ondas, e com um oscilar suave do navio, a viagem torna-se muito mais agradável. Nota-se que todos estão mais animados com o aproximar do fim da viagem e com a volta a casa. Deitamo-nos com o som da viola e dos motores do navio como fundo.
15/02/2006
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O Estreito de Drake visto da ponte do Hespérides
Posted 02/15/06 by geograph | Filed under: Diário de Campanha
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